livro2.gif ESTÁGIO SUPERVISIONADO I livro2.gif

flor1.gifHOME
flor1.gifINTRODUÇÃO
flor1.gifESCOLA
flor1.gifPROJETO
flor1.gifRELATOS
flor1.gifCONCLUSÃO
flor1.gifCRÉDITOS

A Prática de Estágio foi realizada na Instituição Pestalozzi, conforme já citado, e a escolha se deu devido a um contato anterior com a escola e ao meu interesse em realizar um trabalho com portadores de necessidades educativas especiais. Tendo como ponto de partida um contato inicial com a responsável pelo Laboratório de Informática, que me encaminhou para a Secretaria da escola. No entanto, devido a ser o inicio do ano letivo, a escola estava em período de organização e o contado com a Diretora Pedagógica, que foi quem autorizou a Prática de Estágio, se tornou um pouco difícil, só foi marcado uma reunião no inicio de abril.

No primeiro encontro com a Diretora Pedagógica, ela me apresentou as turmas com quem eu iria trabalhar, sendo que para uma delas relatou que seria um desafio pois era uma turma em adaptação e que a professora estava recém conhecendo os alunos. Além disso, foram definidos demais aspectos pertinentes ao estágio. A Diretora se mostrou prestativa e interessada no trabalho que eu realizaria, pois era um trabalho que ainda não havia sido realizado na escola. Quanto à oficina, ela disponibilizou um dia para que fosse realizada, sendo assim dispensou os alunos para que todos os professores da escola pudessem participar.

Durante as observações, conheci as duas professoras com quem eu iria trabalhar, elas também gostaram do trabalho que seria realizado, e de acordo com o que elas estavam trabalhando o Projeto de Estágio foi produzido, sempre consultando elas com relação às atividades que seriam realizadas no Labin. Além disso, apresentei as atividades a elas e as duas fizeram suas sugestões para que fossem feitas adaptações para melhor aproveitamento dos alunos. Também participou do Projeto a professora responsável pelo Labin, que fez sugestões em relação às atividades realizadas. Ela se mostrou interessada por estar levando novas propostas para as aulas no Labin, e até utilizou com outras turmas as atividades do Projeto. Além disso, todas as participantes do Projeto se disponibilizaram a responder as entrevistas, e a participar das atividades que foram feitas, me senti acolhida por elas e pelos alunos, não houve nenhum tipo de barreira imposta, tive liberdade de realizar todas as atividades que sugeri, sendo assim considero que fui bem recebida por todos, inclusive pelos demais professores e funcionários.

As dificuldades encontradas foram em relação aos computadores da escola, por serem máquinas ultrapassadas. Mas nada que fosse não esperado por mim, já que esta é a realidade dos LABINs das escolas de hoje. Durante a oficina isto se tornou um problema, pois não foi possível realizá-la como planejei, pois nem todos os computadores suportaram o software que foi utilizado. Mas este problema foi resolvido com a formação de grupos, e a oficina continuou normalmente. E com as atividades que produzi, o problema foi resolvido com algumas modificações, mas nada que fugisse da proposta inicial.

Com a turma 12, a primeira vista parecia que seria mais fácil de trabalhar, porém encontrei algumas dificuldades, tais como um aluno agressivo com o qual aprendi a lidar, com outro aluno que estava com o desenvolvimento à frente dos outros que resolvi tornando-o meu ajudante. E com o resto dos alunos foi tranqüilo, todos conseguiram realizar as atividades, ao seu tempo. Desmontaram gostar das aulas, e eram muito carinhosos, para cada atividade completa batiam palmas e ganhavam abraços. E percebi que a cada aula eles entendiam melhor as atividades e realizavam mais rápido.

E com a turma 15, que parecia ser um grande desafio, se mostrou interessada e com vontade de aprender. Na verdade foi um desafio mas não tão grande como foi falado, como o Projeto foi realizado com pequenos grupos, a turma era dividida em três grupos, consegui mediar um por um, auxiliando a todos. E a cada aula uma barreira era quebrada. Nesta turma quando iniciei havia alunos que não reconheciam o cursor na tela do computador, e ao final já estava conseguindo lidar com isso. Alguns tinham dificuldades motoras, mas devido à sua força de vontade as superavam. O melhor momento da minha Prática de Estágio foi quando um aluno me disse que “era muito bom eu estar ali”, percebi o quanto eu estava fazendo a diferença para aquelas crianças que são excluídas da sociedade. Para mim eles se saíram muito melhor do que eu esperava, apesar de alguns não compreenderem muito bem as atividades todos se esforçaram para realizá-las.

Mais do que uma Prática de Estágio foi uma grande experiência de vida, por que além de colaborar para o desenvolvimento dos alunos, percebi que estava lá como uma pessoa que lhes transmitia carinho, atenção e motivação para vencerem as inúmeras barreiras que lhes são impostas não só por serem portadores de necessidades especiais, mas por também terem problemas sócio-afetivos. Enfim, me senti realizada como uma futura profissional da Educação.